Leishmaniose canina

Publicado em: 27/08/2018 | Categoria: Dicas Pets

Leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa, que é causada pela picada do mosquito flebótomo infectado (mosquito palha), que transmite o protozoário, conhecido como Leishmania. Nos caninos de estimação, ela é conhecida como Leishmaniose Visceral Canina (LVC).

A Leishmaniose é uma zoonose que de acordo com o Ministério da Saúde é classificada entre as seis endemias prioritárias no mundo, acometendo principalmente cães, gatos e humanos.

Também de acordo com o Ministério da Saúde, 90% dos casos da LVC na América Latina acontecem no Brasil.

Apesar de algumas pessoas acreditarem que o cão pode transmitir a doença diretamente para o humano, isso não é verdade, mesmo com mordidas, lambidas e arranhões, pelo contato físico não há a transmissão de leishmaniose, para que haja a transmissão é necessário o inseto, pois nele ocorre a transformação do parasita.

Mosquito Leishmaniose 

Sintomas

É necessário compreender que a leishmaniose é uma doença com um período de incubação, ou seja, é possível que um cachorro infectado não manifeste nenhum sintoma. Entretanto caso o cão se encontre numa fase sintomática, alguns dos sintomas são:

  • Perda de pelo (focinho, orelhas e região dos olhos);

  • Feridas na pele;

  • Perda de peso;

  • Crescimento anormal das unhas.

 

Tratamento

Se notar algum desses sintomas em seu cão leve-o imediatamente a um médico veterinário para que possa identificar as causas e prescrever o tratamento necessário, pois assim como todas as patologias, quanto mais cedo for identificada, maiores serão as chances de um tratamento eficaz.

Por conta da leishmaniose ser uma doença crônica, não há cura, entretanto, o tratamento reduz notavelmente a carga parasitária e melhora a condição do animal, fazendo com que tenha uma vida normal, apenas necessitado de um acompanhamento veterinário periódico.

 

Prevenção

Algumas das formas de prevenção são:

  • Utilizar repelentes em coleiras;

  • Uso de inseticidas no ambiente;

  • Uso de repelentes no animal;

  • Não deixar o animal passear em matas sem proteção (repelente) ou desacompanhado;

  • Mantendo a higiene do ambiente (recolhendo dejetos, pois o mosquito também consegue se desenvolver em fezes);

  • Vacinando seu animal

Manter vacinas em dia é essencial para a saúde e bem-estar de nossos animais, por isso se atente as datas de vacinação de seu cão.

A vacinação contra leishmaniose deve ser aplicada em cães a partir de 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina. O protocolo completo deve ser feito com 3 doses, respeitando o intervalo de 21 dias entre cada dose (aplicação). A revacinação é anual, contada a partir da 1ª dose. (Fonte: ARCA BRASIL)

O tratamento dos cães é apenas uma das medidas de prevenção, uma outra forma muito importante no combate ao mosquito é impedindo-o de se multiplicar e de picar animais e humanos, através do uso de repelentes.

Um dos grandes problemas da leishmaniose é o descaso, ou seja, muitos cães de rua sofrem com ela por conta de não terem acesso a vacinas, repelentes ou acompanhamento veterinário, dessa forma, é importante tentar auxiliar esses animais que vivem em estado de abandono, existem inúmeras formas de ajudá-los (leia sobre como ajudar animais abandonados), minimizando assim o sofrimento deles e oferecendo uma vida saudável e feliz.





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